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Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro

História

Fachada do Instituto de Química

A história da PGQu está intimamente ligada à história do Instituto de Química e do Programa de Pós-Graduação em Química Orgânica (PGQO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A PGQO foi a pioneira em pesquisas na área de química, com o inicio da atividades em 1963. No presente, é reconhecida nacional e internacionalmente como centro de Excelência em Química (conceito 6, de um máximo de 7), de acordo com as avaliações da Capes.

A idéia da criação do Instituto de Química (IQ), em 1959, partiu do professor João Christóvão Cardoso, representante da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil no Conselho Universitário. O objetivo inicial era que fosse dedicado exclusivamente a atividades de pós-graduação. A criação formal se dá através da Resolução no. 4-59 do Conselho Universitário da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, na sessão de 30 de janeiro de 1959.

É importante salientar que a atribuição inicial do IQ, promover a pesquisa e o ensino de pós-graduação de química em todas as suas modalidades, foi modificada quando da aprovação do primeiro regimento do Instituto de Química, em 31 de janeiro de 1962, onde estabelece que ao IQ caberia: "promover, coordenar e ministrar o ensino de Química nos níveis de graduação e pós-graduação, no âmbito da Universidade do Brasil".

Apesar da amplitude de atribuições, o IQ inicia em 1962 suas atividades na programação destinada a conferir os graus de Mestre e Doutor em Ciência. A pós-graduação iniciou-se com cursos de curta duração, a partir de agosto de 1962 na Divisão de Engenharia Química, ministrados por professores americanos. Eram cursos de caráter intensivo, sobre diversos assuntos ligados à Engenharia Química, com o objetivo de chamar atenção para as atividades que se iniciariam no ano seguinte.

Em 1963 as divisões de Química Orgânica, Engenharia Química, Bioquímica e Química Tecnológica iniciaram suas atividades. O curso de pós-graduação apresentava, como inovações, o tempo integral para os alunos, a sistemática de créditos e os cursos intensivos de revisão ministrados em período posterior ao da inscrição, com o intuito de serem niveladores.

O desenvolvimento dinâmico e acelerado, verificado especialmente nos Departamentos de Engenharia Química e Química Orgânica, conduziram a inevitáveis desdobramentos que se impuseram pelo somatório de grande número de realizações concretas e da necessidade evidente de dar maior latitude à produção científica, à prestação de serviços e à formação nas referidas áreas. Assim, em 1965, a reunião dos Cursos de Pós-Graduação em Engenharia existentes - o de Engenharia Química do IQ e o de Engenharia Mecânica da Escola Nacional de Engenharia - concretiza a criação da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE) e em 1976, em decorrência do hiperdesenvolvimento do departamento de Química Orgânica, foi criado o Instituto de Macromoléculas (IMA), cuja formação se processou, progressivamente, através dos trabalhos de um grupo de professores integrantes do Núcleo de Macromoléculas (NUMA), destinado a dar melhor organização e dinamismo à área de polímeros.

Com a reestruturação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto de Química foi mantido pelo Decreto no 60455-A de 13 de março de 1967 e constitui-se, atualmente, numa unidade do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN). O chamado Curso de Química, através do qual se diplomavam Bacharéis e Licenciados em Química, até então sob a responsabilidade da Faculdade Nacional de Filosofia, passou a ser responsabilidade do Instituto de Química a partir de 1 de março de 1968.

O Instituto de Química foi reconhecido como Centro de Excelência pelo Conselho Nacional de Pesquisas em 1969 (processo no3003/69) e credenciado pelo Conselho Federal de Educação em janeiro de 1972 (parecer CFE 105/72). Neste período, 1963 até 1972, já tinham sido defendidas 25 dissertações de mestrado. A primeira delas foi de José Wilson Alencar, ocorrida em 22 de dezembro de 1964, com o tema “Consideração Sobre o Sal de Prata do Ácido 2-difenil-carboxílico com Bromo”, sob orientação do Professor Roderick Arthur Barnes.

O Programa de Pós-Graduação em Química Orgânica foi reconhecido de acordo com os seguintes registros:

Mestrado
Processo Original de Criação UFRJ: 05444/69, aprovado em 12/03/1969; Primeiro Credenciamento pelo CFE: Parecer 105/72 e Recredenciado pelo Parecer 282/83; Primeira Portaria de avaliação CAPES: 1461/95 ( conceito A); Segunda Portaria CAPES: 490/97 (conceito A ); Terceira Portaria CAPES: 1.418/98, de 23/12/98, DOU nº 247-E, de 24/12/98 (conceito 6 ); Quarta Portaria CAPES: 2.530/02, de 04/09/02, DOU 173, de 06/09/02 ( conceito 6); Quinta Portaria CAPES: 2.878/05, de 24/08/05 (conceito 6); Sexta Portaria CAPES: MEC 524, DOU 30/04/2008 - Parecer CES/CNE 33/2008 , 29/04/2008 (conceito 6).

Doutorado
Processo Original de Criação UFRJ: 05444/69, aprovado em 12/03/1969; Primeiro Credenciamento pelo CFE: Parecer 105/72 e Recredenciado pelo Parecer 282/83; Primeira Portaria da avaliação CAPES: 1461/95 ( conceito B+); Segunda Portaria CAPES: 490/97 (conceito B ); Terceira Portaria CAPES: 1.418/98, de 23/12/98, DOU nº 247-E, de 24/12/98 (conceito 6 ); Quarta Portaria CAPES: 2.530/02, de 04/09/02, DOU 173, de 06/09/02 (conceito 6); Quinta Portaria CAPES: 2.878/05, de 24/08/05 (conceito 6); Sexta Portaria CAPES: MEC 524, DOU 30/04/2008 - Parecer CES/CNE 33/2008 , 29/04/2008 (conceito 6).

Processo de fusão:

Entre 2005 e 2007 os quatro Programas de Química existentes no IQ-UFRJ (Química Orgânica, conceito 6;, Físico-Química, conceito 5; Química Inorgânica, conceito 4 e Química Analítica, conceito 3) vinham discutindo a unificação dos mesmos. Ao final de 2007, apenas a Química Orgânica e a Físico-Química chegaram a um acordo.


A fusão do Programa de Pós-Graduação de Físico-Química ao Programa de Pós-Graduação de Química Orgânica foi formalizada em reunião conjunta dos seus colegiados (14/12/2007), com posterior homologação em reunião da Congregação do Instituto de Química em 21/12/2007. A fusão em questão envolveu ainda a alteração do nome do Programa de Pós-Graduação de Química Orgânica para Programa de Pós-Graduação de Química e a transferência de alunos e docentes credenciados do Programa de Físico-Química para o Programa de Química Orgânica. Os Programas, através de um acordo interno, estabeleceram os termos da fusão: transferência de alunos e docentes, transferência de bolsas e recursos, área de concentração, linhas de pesquisa e organização administrativa do Programa.

Posteriormente, os Programas de Pós-Graduação de Química Analítica e de Química Inorgânica do IQ-UFRJ foram novamente convidados a participar do Programa de Pós-Graduação de Química, através do encaminhamento de propostas individuais viáveis para suas incorporações (fusões). As propostas de fusão foram aprovadas nos colegiados dos Programas (em 12/02/2008 e em 28/02/2008, respectivamente) por ampla maioria e sem restrições. Em 06/03/2008 a Comissão Deliberativa (ad hoc) do Programa de Pós-Graduação de Química, como delegado na mesma reunião da Congregação do IQ-UFRJ quando da criação do Programa de Química (21/12/2007), homologou a incorporação destes dois Programas. Vale citar que os 4 Programas de Química do Instituto de Química-UFRJ formam alunos de pós-graduação com o mesmo Título, isto é de Mestre ou Doutor em Ciências.

Em 27/02/2008 o Coordenador do Programa de Química Orgânica (Carlos R. Kaiser) e a Diretora Adjunta de Pós-Graduação (Graciela A. Klachquin) tiveram duas reuniões na sede da CAPES em Brasília, sempre acompanhados e assessorados pelo Coordenador da área de Química (Jairton Dupont), para entendimentos finais quanto ao processo de implementação das fusões nesta Agência.


Em 04/2008 a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ enviou um Ofício à CAPES demonstrando apoio as fusões. Em 09/05/2008, o Conselho de Ensino e Pesquisa para Graduados (CEPG) da UFRJ aprovou a fusão dos Programas de Pós-Graduação de Físico-Química (No de registro 31001017010P-3), de Química Analítica (No de registro 31001017117P-2) e de Química Inorgânica (No de registro 31001017104P-8) ao Programa de Pós-Graduação em Química Orgânica ( No de registro 31001017006P-6 ) e alteração do nome para Programa de Pós-Graduação em Química.

A CAPES homologou o Programa com os cursos de mestrado e doutorado reconhecidos (CAPES: MEC 524, DOU 30/04/2008 - Parecer CES/CNE 33/2008, 29/04/2008) . O Programa manteve o No de registro CAPES (31001017006P-6) e o conceito de Excelência da Química Orgânica (antiga PGQO), passando a se chamar de Programa de Pós-Graduação em Química e mantendo a sua história, que neste ano de 2008 completa 45 anos, como o mais tradicional Programa de Química do País (agora PGQu).

Detalhes do logotipo fantasia da PGQu: é em vermelho e amarelo, pois a primeira representa uma cor viva=vida e a segunda ouro=prosperidade (assim é em toda a HP). O anel aromático carateriza "química", PG=Pós-Graduação, Qu (em vermelho)=Química e o pequeno anel em amarelo, completando o círculo ou acima do "u", representa a "união das químicas".

Carlos Roland Kaiser & Graciela Arbilla de Kachquin

01 de junho de 2008


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